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Albumina na urina (microalbuminúria): o que significa

Albumina na urina (microalbuminúria): o que significa

A albumina na urina é um dos primeiros sinais de que os rins estão sendo lesados, muitas vezes antes de outros exames mudarem. Veja os valores, por que o exame é repetido e o que fazer.

Equipe Dr. Mais Vida6 min de leituraFeito com ajuda de IA

Nesta página · 12 seções
  1. Como o exame é feito
  2. Valores de referência
  3. Por que o exame é repetido
  4. Quem deve fazer o exame
  5. O que significa ter albumina alterada
  6. O que ajuda a proteger os rins
  7. Como saber se o rim está bem
  8. Perguntas frequentes
  9. Faça a conta com os seus números
  10. Para continuar lendo
  11. Acompanhe seus rins com o Dr. Mais Vida
  12. Fontes

A albumina é uma proteína do sangue que o rim saudável quase não deixa passar para a urina (albumina é a proteína que mantém o líquido dentro dos vasos sanguíneos). Quando aparece albumina na urina, isso costuma ser um dos primeiros sinais de lesão dos rins, muitas vezes antes de a creatinina mudar. Por ser um sinal precoce, ele merece atenção, mas um resultado alterado isolado não define diagnóstico: o médico repete o exame antes de concluir, porque em algumas situações do dia a dia a albumina sobe de forma passageira.

Como o exame é feito

O exame recomendado hoje é a relação albumina/creatinina na urina, chamada RAC (uma conta entre a quantidade de albumina e a de creatinina na mesma amostra de urina). Ele é feito numa amostra isolada de urina e o resultado vem em mg/g. A creatinina entra na conta para corrigir a diluição da urina, o que deixa o número mais confiável do que medir a albumina sozinha.

Antigamente se falava em "microalbuminúria" para descrever a faixa intermediária de albumina. Você ainda vai ver esse termo em laudos e artigos, mas a classificação atual usa as categorias da KDIGO, a diretriz internacional de doença renal.

Valores de referência

Categoria KDIGORAC (mg/g)O que significa
A1abaixo de 30normal ou levemente aumentada
A2de 30 a 300moderadamente aumentada (antiga microalbuminúria)
A3acima de 300gravemente aumentada

Esses valores valem para a amostra isolada. O resultado que importa de verdade é o que se mantém ao longo do tempo: considera-se alterado quando 2 de 3 amostras, colhidas em 3 a 6 meses, vêm alteradas. Por isso o médico olha a tendência e não só um número.

Por que o exame é repetido

A albumina sobe na urina por motivos temporários, sem que os rins estejam doentes. Exercício físico intenso, febre, infecção urinária, glicose muito alta, pressão muito alta e menstruação podem elevar o resultado por um tempo. Para não confundir uma coisa com outra, o médico repete o exame.

Considera-se alterado quando 2 de 3 amostras, colhidas em um intervalo de 3 a 6 meses, vêm alteradas. Se o exame veio alto logo depois de um treino pesado ou durante uma infecção, não se assuste: refaça no momento certo, quando você estiver bem.

Quem deve fazer o exame

  • Pessoas com diabetes, pelo menos uma vez por ano.

  • Pessoas com pressão alta.

  • Quem já tem doença renal ou um histórico dela na família.

  • Quem tem outros fatores de risco para os rins, como obesidade ou doença cardiovascular, avaliados pelo médico.

Se você se encaixa em algum desses grupos e ainda não fez o exame, pergunte ao seu médico na próxima consulta. Não é preciso esperar sentir algo para pedir a dosagem.

O que significa ter albumina alterada

Albumina na urina persistente indica doença renal crônica, mesmo quando a função dos rins, medida pela TFG (taxa de filtração glomerular), ainda está normal. Ou seja, o rim pode estar sofrendo antes de qualquer queda visível na função. Esse achado também aumenta o risco para o coração e os vasos, porque a mesma pressão alta e glicose elevada que lesam os rins afetam as artérias.

Ter o resultado alterado não significa que o rim vai parar. Significa que, quando o achado se confirma, há a possibilidade real de proteger a função dos rins com cuidado precoce. Por isso o acompanhamento vale a pena.

O que ajuda a proteger os rins

  1. Controle a pressão. A pressão alta é uma das principais causas de lesão renal. Veja hipertensão silenciosa, porque ela costuma não dar sintomas.

  2. Controle a glicose. Em quem tem diabetes, manter a glicemia dentro da meta reduz o dano aos rins. Entenda o papel da glicose em jejum alta no seu acompanhamento.

  3. Não fume. O cigarro piora a circulação dos rins e aumenta o risco de lesão.

  4. Evite anti-inflamatórios por conta própria. Remédios como ibuprofeno e diclofenaco, usados com frequência, podem prejudicar os rins. Converse com o médico antes de usá-los por muitos dias seguidos.

  5. Siga o tratamento indicado. Há remédios que protegem os rins nesses casos, como alguns anti-hipertensivos e antidiabéticos. Só o médico decide quais, e a dose.

  6. Refaça os exames no prazo combinado. O acompanhamento é o que mostra se a albumina está caindo, estável ou subindo.

Como saber se o rim está bem

A albumina na urina é só uma parte da história. O médico costuma olhar também a creatinina no sangue, a TFG calculada a partir dela e o exame de urina. Juntos, esses resultados mostram como o rim está filtrando e se existe lesão. Se você quer entender os números de função renal, veja creatinina e função dos rins.

Se o seu exame de urina também veio alterado, vale ler exame de urina tipo 1 para entender o que cada item significa.

Perguntas frequentes

Albumina de 40 na urina é grave?

Um valor de 40 mg/g está na categoria A2, a antiga microalbuminúria. Não é um diagnóstico por si só: o médico vai repetir o exame em 3 a 6 meses para ver se o resultado se mantém. Se confirmado, ele orienta o tratamento e o acompanhamento.

Posso fazer o exame depois de malhar?

Não é o ideal. Exercício intenso sobe a albumina por um tempo. Se possível, colha a amostra quando estiver em repouso e sem infecção, e siga a orientação do laboratório e do médico.

Albumina alta quer dizer que vou precisar de diálise?

Não. A maioria das pessoas com albumina alterada nunca chega a precisar de diálise. O objetivo do acompanhamento é justamente proteger os rins para que isso não aconteça, e o médico decide o tratamento caso a caso.

Preciso de jejum para esse exame?

Geralmente não. Para a coleta, o que mais importa é seguir as orientações do laboratório sobre a urina, e evitar a coleta em momentos de febre, infecção ou logo após exercício intenso.

Faça a conta com os seus números

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Para continuar lendo

Acompanhe seus rins com o Dr. Mais Vida

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Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feitos pelo seu médico.

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Quem escreveu

Equipe Dr. Mais Vida

A equipe do Dr. Mais Vida escreve a partir das diretrizes das sociedades médicas brasileiras, do Ministério da Saúde e de fontes públicas de saúde, sempre citadas no fim de cada texto. Os artigos explicam; quem interpreta o seu caso é o seu médico.

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