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Plaquetas altas ou baixas: o que significa o resultado

Plaquetas altas ou baixas: o que significa o resultado

Plaquetas são as células que fazem o sangue coagular. Veja o que significam valores altos e baixos no hemograma, quando há risco de sangramento e o que fazer depois do exame.

Equipe Dr. Mais Vida6 min de leituraFeito com ajuda de IA

Nesta página · 10 seções
  1. O que as plaquetas fazem
  2. Valores de referência
  3. Plaquetas baixas
  4. Plaquetas altas
  5. O que fazer depois do resultado
  6. Perguntas frequentes
  7. Faça a conta com os seus números
  8. Para continuar lendo
  9. Acompanhe o seu hemograma com o Dr. Mais Vida
  10. Fontes

Plaquetas são pequenas células do sangue que ajudam a formar o coágulo quando um vaso se rompe. Em adultos, a faixa habitual é de 150.000 a 450.000/µL, embora o valor de referência varie um pouco de laboratório para laboratório, então vale sempre comparar com a faixa impressa no seu laudo. Uma alteração isolada, sem sintomas, costuma ter causa simples e pode ser investigada com calma, mas valores muito baixos merecem atenção mais rápida. Se você não sabe se o seu valor é muito baixo, leve o laudo ao clínico geral ainda esta semana para ele avaliar.

O que as plaquetas fazem

Quando um vaso sofre uma lesão, as plaquetas se agrupam no local e formam um tampão, que é o primeiro passo para estancar o sangramento. Esse tampão é o que faz um corte pequeno parar de sangrar. Por isso, plaquetas em quantidade adequada são importantes para que pequenos cortes parem de sangrar e para que não surjam hematomas sem motivo aparente.

O número de plaquetas aparece no hemograma, o exame de sangue que também mostra glóbulos vermelhos e brancos. Para entender os outros itens do laudo, veja como ler o hemograma.

Valores de referência

SituaçãoContagem de plaquetas (por µL)
Faixa habitual em adultos150.000 a 450.000
Plaquetas baixas (plaquetopenia)abaixo de 150.000
Plaquetas altas (trombocitose)acima de 450.000

Os valores podem variar um pouco de acordo com o laboratório e com a idade. O que importa é a comparação com a referência do seu laudo e a interpretação feita pelo médico, levando em conta o restante do hemograma e os sintomas.

Plaquetas baixas

A queda de plaquetas é chamada de plaquetopenia. As causas mais comuns são:

  • Infecções virais, especialmente a dengue, que é uma causa importante de queda de plaquetas no Brasil.

  • Remédios, como heparina, alguns antibióticos e anticonvulsivantes.

  • Álcool, que pode prejudicar a produção de plaquetas.

  • Doenças do fígado e baço aumentado, que podem retê-las.

  • Gravidez: uma queda leve no fim da gestação é comum.

  • Púrpura trombocitopênica imune (PTI), uma condição em que o próprio corpo destrói as plaquetas.

  • Falta de vitamina B12 ou ácido fólico.

  • Doenças da medula óssea, que são raras.

Antes de concluir que há uma queda real, o laboratório pode checar um possível erro de medição chamado pseudoplaquetopenia (uma falsa queda, causada pela forma como o sangue foi colhido e não por uma doença). Nele, as plaquetas se agrupam dentro do tubo de coleta com EDTA e o contador mostra um número falsamente baixo. O próprio laboratório confirma colhendo em outro tubo (de citrato) ou olhando o esfregaço do sangue ao microscópio. Quando não há sintomas, vale repetir o exame antes de tirar conclusões.

Quando há risco de sangramento

Em geral, o sangramento espontâneo só acontece com valores bem baixos, que costumam estar abaixo de 20.000 a 30.000. Ou seja, um valor levemente abaixo da faixa normal não costuma causar sangramento sozinho. Ainda assim, alguns sinais pedem avaliação mais rápida, mesmo que a contagem não pareça tão baixa:

  • manchas roxas sem ter havido pancada;

  • pontinhos vermelhos na pele, chamados petéquias;

  • sangramento de gengiva ou de nariz;

  • menstruação muito intensa;

  • sangue na urina ou nas fezes.

Plaquetas abaixo de 50.000, ou qualquer valor baixo acompanhado de algum desses sinais, merecem atendimento no mesmo dia.

Plaquetas altas

A elevação de plaquetas é chamada de trombocitose. Na grande maioria das vezes, ela é reativa, ou seja, uma resposta do corpo a outra situação. As causas mais frequentes são:

  • falta de ferro;

  • inflamação ou infecção;

  • período após uma cirurgia;

  • retirada do baço.

Quando o valor aumenta por uma dessas causas, geralmente ele volta ao normal depois que o problema é tratado. Por isso, o médico costuma tratar a causa e repetir o exame, sem precisar de investigação pesada logo de início. A causa primária, na própria medula óssea, chamada trombocitemia essencial, é rara. O médico costuma investigá-la quando as plaquetas permanecem muito altas por muito tempo sem explicação, por exemplo acima de 600.000 a 1.000.000/µL. Para entender como a falta de ferro se relaciona com o hemograma, veja ferritina.

O que fazer depois do resultado

  1. Verifique a urgência. Se houver sinais de sangramento, manchas roxas ou sintomas de dengue, procure atendimento hoje, conforme o alerta acima.

  2. Leve o laudo ao clínico geral. Ele vai olhar o hemograma completo, perguntar sobre remédios, álcool, infecções recentes e viagens, e decidir se repete o exame ou pede outros.

  3. Não se automedique. Evite remédios para dor e inflamação, inclusive AAS, sem orientação, principalmente se houver suspeita de dengue ou plaquetas baixas.

  4. Veja o restante do hemograma. Alterações em glóbulos brancos ou vermelhos ajudam a entender a causa. Se os leucócitos também mudaram, veja leucócitos baixos.

  5. Considere o fígado, se o médico indicar. Como a doença do fígado pode influenciar as plaquetas, o médico pode pedir exames hepáticos, como TGO e TGP.

  6. Repita o exame conforme orientação. O médico vai indicar quando refazer a contagem para ver se o número está voltando ao normal.

Perguntas frequentes

Plaquetas de 120.000 são perigosas?

Está abaixo da faixa habitual e merece investigação, mas, em geral, o risco de sangramento só aumenta com valores bem mais baixos, costumando ocorrer espontaneamente abaixo de 20.000 a 30.000. Muitas vezes, a causa é passageira. O médico avalia o conjunto do exame e os sintomas antes de decidir o que fazer.

Plaquetas baixas sempre significam dengue?

Não. A dengue é uma causa importante, mas há muitas outras, como remédios, álcool, gravidez e doenças do fígado. Se houver febre, dor no corpo ou sinais de alarme, procure atendimento e comente a suspeita com o médico.

Plaquetas altas são câncer?

Na grande maioria dos casos, não. A elevação costuma ser reativa, causada por falta de ferro, inflamação, infecção ou cirurgia recente. A investigação mais profunda é reservada para aumentos persistentes e sem causa aparente.

Preciso de jejum para fazer o hemograma?

Em geral, não é necessário. O preparo pode variar conforme o exame pedido junto com o hemograma, por isso confira na hora de agendar se algum outro exame exige jejum. Como o hemograma tem variações de referência entre laboratórios, confirme o preparo com o laboratório. Veja mais em preparo para exame de sangue.

Faça a conta com os seus números

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Para continuar lendo

Acompanhe o seu hemograma com o Dr. Mais Vida

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Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feitos pelo seu médico.

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Quem escreveu

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A equipe do Dr. Mais Vida escreve a partir das diretrizes das sociedades médicas brasileiras, do Ministério da Saúde e de fontes públicas de saúde, sempre citadas no fim de cada texto. Os artigos explicam; quem interpreta o seu caso é o seu médico.

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